Reformadas, repousam arrumadas neste presente silencioso, tão diferente da agitação de outrora...As carruagens.
Também ele reformado, cansado de já não o poder estar, apanha este comboio num derradeiro regresso ao passado, atrelando a si os netos que brincam, sem viajar.
Porque a viagem é só dele, pertence-lhe, como lhe pertencem as memórias que lhe vão surgindo ao fitar o fumo deste vapor.
“Para onde vais tu, José?” – “ Vou fugir. Vou para longe… para trás…”
TEXTO - Paula Crespo / BLOG - http://umaespeciedemim.blogspot.com/
(fechar)